Um grave acidente de moto quase tirou a vida de Apolinário

 
Dezembro de 2005.
 
José Apolinário havia deixado seu conhecido programa de rádio “Madrugada com Deus”, as visitas aos hospitais, a cooperação na igreja e largado a obra do Mestre. Naquele mês, quando participava da Vigília do Bom Samaritano, o Senhor usou o pregador para alertá-lo. “Na primeira mensagem que ele me entregou, fiquei colado no banco. Não tinha nem coragem de levantar. Então, o pastor Moisés pediu permissão e disse: o homem com quem Deus está falando esta noite muitos conhecem”. Tocado pelo Espírito Santo, em prantos, Apolinário foi à frente do púlpito pedir oração e ouviu mais uma palavra: “Em um prazo de 90 dias, algo de extraordinário vai acontecer contigo, mas serei o teu Deus e te darei vitória”.
 
Ele saiu daquele culto chorando e perguntando ao Senhor o que iria acontecer. Porém, alimentava no coração planos completamente contrários àquilo que Deus queria. O pensamento era de vender a casa, comprar um caminhão e voltar a trabalhar de motorista. E o preço da desobediência foi muito caro.
 
Fevereiro de 2006.
 
No sétimo dia do mês, um grave acidente de moto na cidade de Imbituba marcou a vida de José Apolinário. “Ali começaram as provas e lutas, porque eu jamais imaginaria passar por aquilo”. A família só ficou sabendo do ocorrido dois dias depois, quando ele já estava na UTI. Foram 14 dias nas mãos dos médicos, entre a vida e a morte. “Não lembro do acidente, não lembro de nada, tudo o que sei foi contado pela minha família”.
 
Quando estava há uma semana internado, uma médica chamou a esposa Bernadete para que preparasse o funeral. “Desta noite ele não passa”, avisou - “Fizemos o possível e o impossível, e não tem mais jeito”. Segundo os médicos, o crânio esfacelou, havia coágulo de sangue no cérebro, a massa encefálica estava rompida, e se acaso sobrevivesse, Apolinário iria vegetar em um leito pelo resto de sua vida.
 
Não tinha 10% de chances
 
Então, a esposa cheia de fé disse à médica: “O Deus que eu sirvo ressuscitou a Lázaro depois de quatro dias e pode fazer um milagre”. A luta pela sobrevivência continuou. Foram mais 15 dias no tratamento semi-intensivo e seis internações. E o Senhor que tinha um propósito em meio àquela situação preservou a vida de seu servo. “Eu não tinha nem 10% de chances, realmente fui ao fundo do poço, mas Deus teve misericórdia”.
 
Quatro anos se passaram e ele ainda sofre as consequencias do acidente. No início teve convulsões, o lado direito do corpo ficou com sequelas e hoje precisa de medicamentos. Caminha com certa dificuldade, mas glorifica a Jesus pelo livramento. “Dependia de cadeira de rodas, dependia dos outros, não podia fazer nada, mas estou aqui para honra e glória do nosso Deus”.
 
A decisão
 
Depois do sofrimento, aos 45 anos, Apolinário decidiu obedecer a voz do Pai. Alugou a sorveteria e lanchonete que administrava com a família, deixou de lado todas as atividades e se colocou totalmente à disposição da obra de Deus. Visita congregações da região para falar do amor de Cristo e testemunhar.
 
No mês de maio, voltou à Vigília do Bom Samaritano, trazendo consigo o boletim médico. “Se não fosse a mão de Deus e se não fosse ouvir os conselhos que o pastor Moisés me deu, não estaria aqui. Mas, pela graça e misericórdia vim testemunhar e trazer uma advertência a todos: Se Deus falar contigo, não perca tempo: corra aos pés do Senhor”.

Por Eli Camargo