Jogada nas ruas, viciada em drogas, morando embaixo da ponte e nas praças, ela era escravizada por Satanás. Depois de passar pela prisão e perder o filho para o Juizado de Menores, Roberta decidiu buscar em Jesus a solução para sua vida. O período de internamento foi difícil, mas a vitória chegou. Hoje, a família está reconstituída, ela canta e prega a Palavra de Deus e tem se dedicado à obra missionária. Leia a história completa:
Roberta nasceu em um lar totalmente desestruturado e sem Deus. “A família era destruída, oprimida pelo pecado e pela macumbaria”, lembra a recuperada do Bom Samaritano. Aos nove anos, ela perdeu a mãe e foi morar na casa de parentes, em São Borja - RS, onde foi humilhada e até abusada sexualmente.
Devido ao abuso, mudou-se para a casa de uma tia, mas já estava revoltada e não obedecia ninguém. Engravidou com treze anos de idade e por causa da gravidez fugiu e passou a viver no terreiro de macumba. “Naquele lugar ofereci minha filha aos demônios e comecei a me preparar para ser mãe de santo”. A filha foi entregue a um orfanato e até hoje não mais encontrada pela família. “Eu não tinha condições de cuidar dela, mas Deus já me prometeu que eu vou reencontrá-la”. Roberta conta que serviu aos demônios até ficar perturbada por eles. Foi quando decidiu sair daquela escravidão.
Daí para frente, a vida dela só piorou, começou frequentar bailes e a beber. De Porto Alegre de carona, em 1994, resolveu vir para Laguna no Sul de SC, pular o carnaval. Porém, acabou parando em Florianópolis onde foi roubada e perdeu todos os documentos. “Fiquei morando na rua por dez anos, comecei a usar cocaína, fumar crack e a fazer assaltos e pequenos furtos”.
Boa parte deste tempo viveu no Largo da Alfândega, no Centro de Florianópolis, na Praça 15 e nas praias. “Eu era uma pessoa muito violenta”, relembra Roberta. O pastor Moisés Martins, diretor do Desafio Jovem que acompanhou o tratamento, conta: “Ela era conhecida como ‘nega Keka’ e nem homens conseguiam com ela, batia em todo mundo”.
Neste período, ela teve um filho nas ruas e foi presa por causa dos delitos que cometia. “Fui condenada a cinco anos e oito meses de prisão por assalto a mão armada e meu filho acabou recolhido pelo Juizado de Menores”. Após cumprir três anos de prisão e ganhar livramento condicional, Roberta foi procurar o juiz e ele disse que não devolveria a criança. “Com isso, me aprofundei mais nas drogas”.
Dormindo nos bancos das praças ou embaixo da ponte, Grace levava uma vida completamente destruída. Muito doente, foi encontrada por uma serva de Deus que a levou ao Bom Samaritano. “Eu estava com enfisema pulmonar, câncer no colo do útero e HIV”. Além disso, já era considerada foragida da justiça, pois não estava assinando a condicional.
O encontro com Deus
No primeiro mês de internamento, Roberta perturbou bastante o trabalho e era agressiva. “Queria colocar as irmãs dentro do fogão à lenha e até bater nelas com a enxada”. Porém, um dia entrou na pequena igreja que há na Ala Feminina e teve um encontro real com Cristo. “Atrás do púlpito da igrejinha, entreguei a minha vida para Jesus e pedi a Ele que devolvesse meu filho”. Naquele momento, fez um proposto de servir a Deus pelo resto de sua vida se o pequeno Elias lhe fosse devolvido. “Em 15 dias, Jesus devolveu meu filho, me curou de todas as doenças e me libertou das drogas”, testemunha.
Depois de um tempo, casou-se com Evandro Vieira Vidal. “Meu esposo conhecia a Palavra, mas não queria compromisso com o Senhor e sofreu uma queda nas drogas”. Roberta, firme na igreja, orou por ele durante um ano e meio. Depois de estar no fundo do poço, o homem também resolveu ir para o Bom Samaritano e fazer um tratamento. “Hoje, está lá abençoado, crente, e nossa família é uma benção”.
Ela faz a obra missionária, canta e prega em diversas igrejas onde é convidada. “Eu e minha família somos muito gratos ao Bom Samaritano e, principalmente, gratos ao nosso Senhor Jesus!”.